O TESTEMUNHO DE JOÃO VENDEMEATTI
O TESTEMUNHO DE JOÃO VENDEMEATTI
Um relato mais específico sobre minha história pessoal, a história do movimento, sobre o processo de tradução, sobre as testemunhas adicionais, etc., será postado em artigos posteriores. Selecionei uma pequena parte do registro que estou escrevendo para falar especificamente sobre minhas experiências pessoais em Santa Catarina, quando conheci Maurício Artur Berger e o movimento que se iniciou no Sul, sobre a Parcela Selada do Livro de Mórmon.
Quando entrei em contato pela primeira vez com o Maurício, aproximadamente em fevereiro de 2018, ele disse que já havia ouvido falar sobre mim, me explicou algumas coisas, e foi quando descobri que 8 testemunhas seriam chamadas para validar as placas.
No início de março de 2018, ele concordou em responder perguntas para uma entrevista a ser publicada aqui no Vozes Mórmons, e lhe enviei as perguntas em 26 de março. Uma delas, foi sobre o funcionamento do Urim e Tumim, foi a única que ele respondeu imediatamente, me convidando a ir conhecer e ver pessoalmente algumas coisas.
O que ele me disse foi:
“Para que tenha uma compreensão dessas, precisa saber mais do que os outros, porquanto a fé tem de ser a fagulha no coração humano, os fatos tem de ser esclarecidos para aqueles que buscam ver além das barreiras que a religião nos impõe. Fica portanto o convite, de vir nos visitar uma hora dessas e averiguar as pedras e os efeitos que elas produzem se projetado um raio de luz sobre elas.”
Enquanto eu achava que ele me responderia com uma esquiva sobre as pedras videntes, dizendo algo sobre ser sagrado ou qualquer outra desculpa que ele poderia arrumar para justificar não me mostrar os instrumentos de tradução, ele me convidou diretamente para vê-las! Ousado!
Com essa ousadia dele, conhecendo meu posicionamento crítico ao mormonismo, ele me desafiou a ver essas coisas e atestar por mim mesmo. O que passou pela minha cabeça foi que ou ele era muito, mas muito louco, ou ele tinha algo consigo.
Das 14 perguntas que eu fiz a ele, apenas respondeu esta, enquanto as outras ficaram sem resposta. Fiquei sabendo tempos depois que o Maurício teve que se mudar de Caxias do Sul devido a dois arrombamentos que foram realizados em sua casa. Temendo por sua família, ele se mudou. Para os que ficaram curiosos sobre as perguntas, elas foram respondidas depois e irei mostra-las e responde-las em outro artigo onde tratarei mais apropriadamente sobre a história do movimento em si. Esse artigo reflete unicamente minha experiência e visão pessoal.
Contudo, não pude ir ao encontro dele.
Em março de 2018 fomos surpreendidos com a postagem de um documento assinado pelas 3 testemunhas e pelas 8 testemunhas. Foi então que, para minha surpresa, foi me dito que eram 8 americanos de diferentes ramificações mórmons que vieram para atestar as placas, sem previamente conhecer o Maurício ou ter contato com ele. Todos os oito homens atestaram a autenticidade das placas.
Sem dúvidas que tal documento concedeu um ar mais sério para a causa que se desenvolvia aqui no Brasil. O que antes poderia ser considerado uma pequena ramificação criada por um descontente da Igreja SUD, um doido ou um visionário com uma meia-dúzia de amigos seguidores, passou a ser engrossado e criar um corpo e uma proporção diferenciada. Dessa vez, homens sem conexão com o movimento, líderes de outras organizações mórmons, que possuem prestígio em suas comunidades, deram a cara à tapa para validar algo que surgiu por meio de um brasileiro.
Embora o mormonismo fosse algo que já estava distante da minha realidade devido a tantos problemas que enxergava em seu passado, eu achava a história do Maurício muito mais interessante e intrigante do que verídica, e a curiosidade em conhecer o movimento era grande.
Em junho de 2018 escutei um discurso extremamente homofóbico dentro da Igreja SUD pronunciado por um Sumo Conselheiro da Presidência da Estaca. Pensei comigo mesmo “não, não preciso vir à Igreja para aprender a discriminar pessoas, isso eu só preciso do homem natural, quero aprender a amar as pessoas, e é pra isso que venho à Igreja”. Levantei e me retirei da Igreja SUD para não retornar mais.
Meu novo Bispo recém-chamado, preocupado com minha alma, me chamou para uma entrevista que durou 4 horas. Após expor meus questionamentos, o jovem Bispo não sabia muito bem como responder minhas perguntas, mas como todo SUD que segue a cartilha, prestou seu testemunho, como se fosse um soldado capturado pelo inimigo que repete a patente e o número de matrícula. Esse comportamento de prestar testemunho quando não se sabe as repostas pelas escrituras, pela história da Igreja, etc., é repetir um mantra como se fossem reféns de um opressor.
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O autor (esquerda) e Sérgio de Moura (direita), com outras testemunhas
Em outubro, conversando com um amigo, Sérgio de Moura, um cara que eu havia conhecido em um grupo de críticos da Igreja e que sempre teve um tom bem ácido em suas críticas contra a Igreja, passou a fazer parte de um grupo de amigos de debates no WhatsApp e vi que suas críticas contra o mormonismo estavam um pouco mais brandas. Chamei ele de canto, no privado, queria saber o que se passava que meu amigo estava mais pensativo. Ele me relatou que conheceu o Maurício Berger, que ele fez uma visita a sua casa e que havia testemunhado algumas coisas.
Eu não acreditei no que estava vendo, um de meus amigos de debates pendendo para o mormonismo novamente? Achei aquilo estranho demais. Ele me passou o novo número do Maurício e entrei em contato com ele no dia 19 de outubro de 2018. Maurício disse que havia terminado a tradução dia 24 de setembro e que Joseph Frederick Smith a viria buscar, e me convidou para comparecer na reunião que aconteceria no fim de semana seguinte.
Eu fui.
A primeira impressão que tive à minha chegada no aeroporto, quando eu vi o Joni e o Sérgio, foi de que eu pensava que ambos seriam bem mais altos. Mas eu vi dois homens simples e sorridentes para me buscar. Conheci Kelvin que, eu não sabia na hora, mas estava com os dois escreventes da parcela selada, em inglês e português.
Joni começou a falar coisas bastante malucas para mim naquele momento, sobre anjo Morôni falando com eles, dando ordens, prestar testemunho nas capelas SUD, etc. Eu falei: “Cara, vocês estão viajando. Essa é a pior maneira no mundo para se falar sobre essa obra”.
A única coisa que eu pensava é que eles estavam fora de si. Mas era uma viagem divertida e achei o papo bastante intrigante. Eles conversavam sobre essas visitas de anjos e placas, como se fosse a coisa mais normal do mundo, e para mim era muito estranho.
Quando cheguei, fui conhecer o tão famoso Maurício A. Berger. Eu não sei porque eu imaginava um cara culto, doido, mas erudito, afinal, para tanta gente acreditar nessa maluquice que ele estava falando, não poderia ser um homem muito normal.
Quando o conheci, de fato ele não parecia nada normal, mas não da forma como eu imaginava. Com certeza mais alto do que eu esperava, magro, divertido, e bastante acolhedor. Foi me chamando pra entrar como se eu fosse um amigo de longa data. Me senti à vontade. Conheci as pessoas, além das que já mencionei, conheci também Tyler (uma das 8 testemunhas), Sister Roberta, Joseph Frederick Smith, Valdeci (uma das 3 testemunhas), a família do Maurício e as famílias de alguns outros que ali estavam.
Tyler me pareceu uma pessoa extremamente séria e inteligente, o mesmo com os demais presentes. Conversamos um pouco e Maurício me levou para uma sala para me explicar sobre sua história. Um relato mais preciso farei depois, mas basta dizer que todo aquele papo de anjos vindo, a forma como eles vinham, placas, parcela selada, fotos estranhas, etc., faltou uma música do Bob Marley. Era muita viagem. E eu olhava para aquelas pessoas inteligentes que eu acabara de conhecer, e pensava “como todas essas pessoas acreditaram nisso? Ou está todo mundo louco e eu sou o único normal aqui ou eu não estou vendo alguma coisa”.
Fiz várias perguntas ao Maurício, eram dúvidas genuínas, e a familiaridade que eu sentia conforme ele respondia, era como se eu sentisse que de alguma forma falasse pessoalmente com Joseph Smith. Não importava quão simples ou complexa fossem minhas perguntas, Maurício respondia, usando as escrituras e mostrando coisas que eu nunca sequer imaginava que estivessem lá. Cada pergunta era ao menos meia-hora respondendo.
Ao final de 3 horas de conversa, faltavam muitas perguntas a serem feitas, mas eu sabia, esse homem falava a verdade! Ele realmente acreditava naquelas coisas que ele afirmou ter visto. Mas algo não saia da minha cabeça, o sentimento pungente e permanente como se estivesse falando com Joseph Smith em pessoa.
Durante nossa conversa algumas questões sobre minha Benção Patriarcal foram levantadas, inclusive o nome da Igreja que eu serviria uma missão no futuro. Não havia como o Maurício saber disso. Nem sobre algumas outras coisas que ela abordava, coisas que nunca iriam se cumprir na Igreja SUD.
Três horas. Esse foi o tempo que me transformei de uma pessoa completamente cética nessa obra para alguém crente. Ao menos eu sabia que ele dizia a verdade. Era uma mudança muito grande voltar a acreditar que haveria algo antes da restauração entre os judeus, que havia um segundo convite, que havia um início da parcela selada a ser dada aos filhos dos homens.
Naquela noite muita coisa estava em minha mente. Mas faltava uma coisa, a impressão do Espírito. E isso, meu amigo, não seria algo fácil. Eu disse ao Maurício naquela noite: “Vai ser preciso mais do que um calor no meu peito para fazer eu acreditar em você plenamente”.
Ele riu e disse para eu observar os próximos dias.
Naquela noite eu senti o Espírito em minha confirmação, decidi ser batizado e contei ao Sérgio e ao Wellington. Eu não tinha toda convicção, mas sabia que ali estava um profeta, com irreverência, brincalhão e cheio de bondade.
No dia seguinte, Maurício me ensinou sobre o círculo eterno, uma doutrina que eu havia rejeitado totalmente por anos na Igreja SUD. No momento que ele me explicou e me mostrou no Livro de Mórmon, eu ouvi no fundo da minha alma, como uma onda, confirmando aquelas palavras. Eu senti instantaneamente que aquilo era verdade e foi nessa hora que eu senti ainda mais segurança na decisão de ser batizado.
Decisão tomada, procurei entender o que mais aquele homem não estava me contando, algo em mim me fazia sentir a proximidade de um amigo, como se fossemos amigos desde sempre.
Naquele sábado tivemos uma reunião com quase 50 pessoas num auditório de um hotel, pessoas que vieram de vários lugares participar dessa reunião. Eu fui escalado para ser o intérprete dos americanos, eu que quase não falo inglês, mas o Espírito me ajudou, juntamente com a compreensão dos irmãos em entender meu terrível inglês. Uma sensação maravilhosa e um Espírito doce permeava a sala. Prestei meu primeiro testemunho.
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Maurício Berger batizando o autor, enquanto testemunham Sérgio de Moura (esquerda), Joni Batista (direita), e outros recém conversos.
No dia do batismo, um domingo pela manhã, dia 28 de outubro de 2018. Fomos até a praia, o local escolhido foi a Praia do Sonho, em Palhoça, SC. Era verdadeiramente uma visão celestial, um lindo mar, praia branca, natureza, um antigo forte ao fundo, e o mar. Ah, o mar.
O mar estava virado, as ondas maiores que 2 metros quase na areia. Era impossível fazer batismos com aquelas ondas, principalmente o de Joseph. Eu imaginei que Maurício fosse fazer os batismos, mas não. Joseph, sendo Joseph, não deu bola pro mar revolto e entrou nas águas e começou a realizar os batismos. Sinceramente, achei que ele ia morrer afogado, mas não, ele fez alguns batismos e depois o Maurício. Aliviamos Joseph de não ter que levantar os cento e poucos quilos do João. Essa tarefa ficou para o Maurício, embora não precisasse abaixar muito por causa do tamanho das ondas.
Nesse dia eu também vi um batismo que me tocou profundamente, um batismo que quebrou paradigmas. Me fortaleceu. Eu sabia como aquelas poucas pessoas, naquele lugar, estavam construindo uma história.
Sérgio e eu fomos batizados. Dois “antimórmons” (como nos chamavam), estávamos de volta outra vez!
Naquele dia, um pouco mais tarde, por meio de um estudo, o Espírito me disse uma coisa e eu falei ao Maurício, ele ficou branco e confirmou a informação. Eu sabia, não sei ao certo como, mas eu sabia! Ele não podia esconder aquilo de mim, era meu direito saber. Não foi muito mais tarde naquele mesmo dia que o Sérgio teve um insight parecido, mas sobre o mesmo assunto. Mantivemos o assunto em nossos corações até o momento apropriado.
Participei de reuniões fechadas sobre assuntos extremamente complexos, como debater com Joseph Frederick Smith sobre o sumo sacerdócio. Descobri como era difícil para aquele homem, um senhor tão pequeno e simpático, aceitar uma doutrina e uma ordenança que ele não aceitava como tradição por todos esses anos. Eu estava lá quando um pequeno homem que não estava disposto de forma alguma a aceitar, encher os olhos e dizer com a humildade de um menino “eu senti o Senhor falando comigo, eu não quero que essa obra não aconteça por causa de mim, eu sei que tudo isso é verdadeiro, eu não entendo tudo, mas eu vou fazer o que o Senhor requer de mim!” Aquele pequeno homem em sua bengala de repente se tornou um gigante!
Mauricio, um Moisés, e Joseph, seu Aarão, um porta-voz para Sião, e dali a pouco, o presidente do Sumo Sacerdócio.
Mais tarde naquele dia, já à noite, nos reunimos para a reunião sacramental na casa do Maurício. Foi um momento incrível onde o Espírito do Senhor derramou de um jeito que eu nunca tinha visto na minha vida, lágrimas vieram a meus olhos e no momento em que escrevo esse relato, a lembrança me traz novamente as lágrimas daquele dia.
Nunca havia sentido um Espírito tão forte numa reunião tão simples.
Ao fim da reunião, Maurício foi ordenar Joseph Fredrick Smith ao sumo sacerdócio. Foi uma ordenança simplesmente indescritível. Tínhamos novamente um presidente do Sumo Sacerdócio pela linhagem de Joseph Smith, a linhagem patriarcal a quem foi prometido as bênçãos de Abraão. Cumprindo a profecia de 2 Néfi 3:17-18.
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Bisneto do Profeta Joseph Smith Jr, Joseph F Smith, é ordenado Profeta, Vidente, e Revelador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias pelo Sumo-Sacerdote e Vidente Maurício Berger
Após o término da ordenança, Joseph chamou os recém batizados a serem confirmados e receberem o Dom do Espírito Santo. Fui o primeiro a receber das mãos de Joseph o Dom do Espírito Santo após sua ordenação.
Após a reunião, Sérgio e eu chamamos o Maurício, e ele já sabia do que se tratava. Chamou as testemunhas Joni e Valdeci e o que se seguiu, nos afastando um pouco das pessoas que ali estavam, fomos testemunhas de coisas grandiosas. Promessas foram tocadas em nossos corações como músicas de uma ópera que eleva nosso espírito, profecias foram feitas, grandes e maravilhosas promessas inexprimíveis para a língua humana. Embora não possa relatar neste momento tudo o que se passou nesse momento, posso garantir que não tive mais dúvidas sobre essa obra ser de Deus, sobre o Maurício ser um Profeta, Vidente e Revelador, e Tradutor chamado não por homens, mas por anjos, para ser um Moisés em nossa época.
Vi um grande homem, Joseph Fredrick Smith, ser levantado como Profeta, Vidente, e Revelador, e um Aarão. Não sei como será a obra daqui por diante, quem cairá ou quem se erguerá, mas posso testificar, pelas experiências que vi, que eu sei que ela é verdadeira. Comuniquei minha esposa, transferi o meu escritório de advocacia, e me mudei para Palhoça, SC, atendendo o chamado de um anjo do Senhor, a levar a voz do Segundo Convite e reunir a casa dispersa do Senhor, todas as ramificações do mormonismo, a se unirem, terem Sião dentro de seus corações em preparação para a Segunda Vinda de Cristo.
Ao chegar o final de novembro em Santa Catarina, após alguns dias recebemos uma visita novamente dos céus, um anjo do Senhor trouxe as placas para que outras pessoas fossem testemunhas dos artefatos sagrados. Foram mostradas para algumas pessoas, entre elas 8 testemunhas brasileiras, que foram chamados como missionários, conforme mandamento de Moroni, 2 testemunhas americanas (as irmãs que testemunharam e seu testemunho se encontra nas primeiras páginas do Livro Selado) e algumas outras pessoas autorizadas por Deus para testemunharem e levarem a obra de Deus adiante.
O anjo trouxe novamente as placas por causa da recusa de 2 das 8 testemunhas, uma vez que eles se negaram a se reunir com as demais testemunhas para leitura da tradução em inglês, alegando que tal leitura só poderia ser feito por homens que portavam o sacerdócio e as mulheres não seriam dignas de ler em conjunto, uma vez que não o possuíam. Tal recusa fez com que Deus enviasse novamente seu anjo para a Terra e preparasse caminhos alternativos para que fosse garantido que o livro teria suas testemunhas caso outras pessoas rejeitassem, por machismo, as testemunhas substitutas que Deus havia preparado.
Após esse evento, o anjo do Senhor levou novamente os artefatos sagrados, até um segundo momento, quando as placas serão trazidas novamente para o término da tradução. Foram traduzidas apenas 19 folhas douradas das 42 destinadas à tradução. As demais serão dadas no futuro, para aqueles que depositarem fé nessas primeiras páginas que foram publicadas agora.
Conforme revelado pelo anjo do Senhor, de fato outras testemunhas cogitaram desistir de terem seus nomes vinculados às mulheres como testemunhas das placas, pois consideravam que apenas homens poderiam ter tal privilégio e não queriam aceitar que seus nomes estivessem ao lado de mulheres no Livro Selado. Maurício então defendeu a permanência das mulheres vez que foram reveladas por meio de um anjo do Senhor, e que poderia substituir todos os demais uma vez que Deus havia preparado outro caminho.
Maurício ensinou que outras mulheres no passado foram testemunhas de eventos sagrados, como Maria Madalena, a primeira pessoa a ver o Salvador Ressurreto, mesmo antes de qualquer apóstolo, entre outras que a acompanhavam, e que chegou a hora de se acabar com o machismo e as discriminações entre o povo de Deus. Assim, 5 testemunhas permaneceram e 3 abandonaram devido às suas tradições e ao seu machismo, os quais foram suplantados por 2 mulheres e por outro homem do Missouri.
Eu sou uma dessas testemunhas aqui do Brasil, eu folhei cada folha do livro, que tem o aspecto de ouro, uma liga metálica formada principalmente por ouro, sendo incrivelmente pesada, não possuindo nenhuma ferrugem. Parte das placas estavam escritas de uma forma diferente, sendo possível verificar até mesmo diferença no desenho dos símbolos, demonstrando diferenças de escritos. Vi os furos nas placas onde estavam os selos, dois furos que atravessavam as placas da porção que cabe ao Maurício traduzir.
Vi a primeira placa do segundo conjunto do qual ainda não foi retirado o selo. Era um desenho, o primeiro presente em todo o conjunto de placas, como se fosse um quadro, extremamente bem trabalhado. Vi na última placa do Livro de Mórmon, onde é o prefácio que foi traduzido diretamente por Joseph Smith e se encontra na folha de rosto do Livro de Mórmon.
Vi que havia mais informações que Joseph Smith não traduziu dessa parte. Um relato mais completo poderei fazer em outra oportunidade, agora basta-me dizer que eu sei dessas coisas, não porque homens me disseram, mas porque eu vi e veio a mim a voz dos céus testificando a veracidade de todas essas coisas.
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O autor com as placas de ouro
Testifico a quem ler esse relato, o Livro de Mórmon é real, ele existe. Anjos existem e desceram dos céus mais uma vez para resgatar o povo do convênio. Não viemos trazer uma nova religião, uma nova Igreja, nem uma nova ramificação, mas para ensinar em núcleos de estudo, como viver os princípios revelados no Livro Selado de Mórmon, para que as pessoas possam ter um estilo de vida, sem prisões ou paredes, com bons sentimentos que provém de Deus.
Se me perguntarem sobre o porquê de eu ter voltado a crer no mormonismo, a resposta que eu dou a vocês é porque eu vi o que vi, e senti o que senti, em minha própria estrada para Damasco.
Para todos aqueles que desejarem uma cópia da porção selada, acesse o link aqui, e receberão gratuitamente uma cópia em PDF e se desejarem, uma cópia física quando houver um missionário em sua região.
João Vendemeatti